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Veja 7 dicas para manter o controle financeiro ao abrir sua empresa

Anderson FeitosaAnderson Feitosa

A gestão das finanças é uma das maiores preocupações de quem pensa em abrir uma empresa. E não se trata apenas de manter as contas no azul. Controle financeiro é o exercício de observação constante de todas as informações referentes a entradas e saídas de dinheiro. Imersas num mercado muitas vezes hostil, com complexo sistema tributário e alta competitividade, naturalmente, quem quer abrir empresa no Brasil precisa de visão de futuro e muito planejamento.

Pensando nisso, preparamos dicas úteis para manter seu controle financeiro em dia. Vamos a elas?

1. Tenha tudo na ponta dos dedos

Avalie e determine a periodicidade com que os relatórios sobre as finanças serão entregues e crie o hábito de reunir-se com os responsáveis pelo Financeiro para discutir o andamento do negócio. Mensalmente, faça um resumo das entradas e saídas. Isso lhe ajudará a prever altos e baixos e até a tomar decisões com mais antecedência. Para tanto, não tenha receio de investir em tecnologia, consultoria especializada e pessoal interno qualificado.

2. Controle custos fixos e tente prever os variáveisFeel free to use this image just link to www.rentvine.com

Por mais dinâmico que seja seu negócio, é possível ter um bom controle dos custos fixos (pró-labore, folha de pagamento, energia elétrica etc.). Já os custos variáveis exigem mais flexibilidade e poder de decisão, pois podem surgir de um dia para o outro. Não significa que não possam ser aguardados/simulados; o que prejudica é ser pego totalmente desprevenido. Imagine uma planilha (ou faça uma): de um lado os custos fixos e de outro os possíveis variáveis. Trabalhe para diminuir os fixos e esteja preparado para as “surpresas”.

3. Seja rigoroso na gestão de fornecedores

Uma excelente gestão de fornecedores inclui, além de conseguir melhores preços, manter relacionamentos de “ganha-ganha”. Na hora de fazer compras, negocie bons prazos de pagamento, mas também tenha em mente que quem está vendendo não pode sair no prejuízo. Avalie periodicamente seus fornecedores, criando critérios, como qualidade dos produtos ou serviços, prazos de entrega, flexibilidade para pagamentos, bom atendimento, entre outros. Para um bom controle financeiro, comprar bem é fundamental.

4. Avalie as reais necessidades antes de pedir empréstimo

Existe mesmo a necessidade de buscar financiamento? Uma ação de força de vendas não daria fôlego ao negócio? Renegociar prazos com os fornecedores é possível? Quais as melhores opções, caso seja necessário emprestar? Um bom plano de negócios, juntamente com esta visão de emprestar apenas em últimos casos, será útil, tanto para mostrar aos investidores o que se pretende fazer com o dinheiro, quanto para “visualizar” cenários: qual o destino dos recursos? qual o retorno esperado a partir do investimento do que foi captado?

5. Fique longe do fantasma da inadimplência

Por mais imprevisível que possa parecer, algumas ações podem ser tomadas para inibir ou contornar a inadimplência. Uma delas é incentivar as ofertas de pagamentos com sistemas mais seguros como o cartão de crédito. É possível oferecer vantagens ao cliente que pagar à vista? É possível pontuar num cartão de fidelidade os clientes que mantém os pagamentos em dia? Incentive preventivamente os bons pagadores.

6. Venda mais (ou menos, com boa margem de lucro)

Corporate_BankingAvalie: vender bastante ou vender menos com margem de lucro maior? É uma análise que leva em conta o universo do seu negócio, o público-alvo, as despesas com entrega, a fidelidade dos clientes. Muitas empresas preferem utilizar as duas formas, seja investindo na quantidade ou priorizando um lucro maior. Em momentos de aperto financeiro, é possível balancear entre as possibilidades e equilibrar o fluxo de caixa.

7. Tenha uma equipe engajada no controle financeiro

Você leu o título deste tópico e pensou logo na equipe de Financeiro? Certo e errado! É mais que isso: é envolver toda a empresa o máximo possível no controle e na redução de custos, nos gastos conscientes, na visão de lucro, na sinalização de possíveis déficits. Para isso, é importante tornar a gestão colaborativa. Se todos se sentirem donos do negócio, zelarão por ele.

Mestre e Graduado em Controladoria e Contabilidade pela FEA/USP, com mais de 10 anos de experiência na área contábil.

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