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O que devo saber antes de planejar minha aposentadoria?

José Carlos R. JúniorJosé Carlos R. Júnior

A aposentadoria é uma preocupação cada vez mais recorrente no cotidiano dos brasileiros. Com a mudança constante nas leis, que dizem respeito principalmente à idade mínima e ao tempo de contribuição, muitos trabalhadores não conseguem ter ideia de como e quando vão poder, enfim, se aposentar e tampouco sabem quanto vão conseguir receber por parte do governo. Então, a pergunta que se faz é: como planejar minha aposentadoria?

Diante desse cenário, as pessoas estão cada vez mais preocupadas em se preparar financeiramente para o futuro, seja recorrendo à previdência privada ou aplicando seu dinheiro em investimentos de longo prazo. Planejar a aposentadoria é uma iniciativa mais do que fundamental para quem quer garantir uma vida sem sustos nem dores de cabeça quando parar de trabalhar.

Mas o que é preciso saber para planejar como você vai se aposentar?

Para responder essa pergunta, este artigo trará algumas dicas e estratégias de como se organizar financeiramente para sua aposentadoria, mostrando como você pode garantir o seu futuro da forma mais segura e tranquila possível. Confira!

Os primeiros passos para planejar minha aposentadoria

Planejar a aposentadoria é uma preocupação dos brasileiros

Organizando sua vida financeira

De nada adianta querer economizar e aplicar seu dinheiro para render no futuro se você não se prepara para isso. Para fazer com que esse sonho não fique apenas no imaginário, é preciso antes controlar seu cotidiano financeiro em todos os detalhes.

Por isso, bote ordem em seu orçamento e faça um planejamento, com metas claras de economia a cada mês, bem como disciplina para seguir esses planos.

Evite ao máximo fazer financiamentos e tomar empréstimos. Em vez disso, planeje-se para realizar compras maiores, economizando e investindo seu dinheiro. Por meio de compras à vista, é mais fácil negociar valores e obter descontos — e você ainda não perde dinheiro com juros.

Inclua todos os seus gastos em uma planilha orçamentária e policie-se para que suas metas sejam cumpridas. Não deixe que gastos inesperados e compras supérfluas interfiram em seu hábito de economizar. Ao contrário, você deve organizar seu orçamento justamente para viabilizar mensalmente seus investimentos e aplicações.

Uma boa organização financeira será a base para montar seu planejamento para o futuro e fazer com que o dinheiro trabalhe por você, e não o contrário.

Estimando seus gastos depois de aposentado

Depois, é preciso saber como você viverá após parar de trabalhar. Qual será seu padrão de vida futuro? Quanto irá gastar por mês? Cada caso é único, mas é possível fazer uma estimativa simples, baseada na sua renda atual. Um aposentado no futuro normalmente precisa de 70% do que ganha atualmente. Isso acontece porque os gastos com educação de filhos, por exemplo, cai mais drasticamente do que o aumento de gastos com saúde e remédios, que crescem assim que a idade avança.

Guardando uma porcentagem de sua renda

De acordo com suas estimativas de gastos no futuro, guarde uma parte do que você ganha por mês para construir sua poupança. De início, estabeleça uma meta simples: economizar pelo menos 10% de sua renda mensal. Diversos especialistas recomendam esse valor como o ideal para começar seu planejamento para aposentadoria.

Mas como queremos ir além, vamos estipular que os 10% serão o valor mínimo, apenas para iniciar sua poupança, e que deve-se guardar mais assim que for possível. Por isso, aplique esse valor assim que receber seu salário. Torne essa prática um hábito e, com o tempo, estabeleça prazos para aumentar essa meta. Faça uma progressão dos valores investidos e se esforce para ver esse patrimônio crescer.

Vamos a um exemplo: você pretende começar a se planejar para a aposentadoria agora. Sua meta é trabalhar e poupar por mais 35 anos, para depois se aposentar e viver com a sua mesma renda de hoje em dia – R$ 5.000,00.

Considerando o rendimento médio de investimentos em renda fixa, bem como os 15% de imposto de renda e a inflação atual,  você precisará poupar e aplicar a quantia de R$ 1.051,83 por mês, ou seja, 21% de sua renda de R$ 5.000,00.

Aplicando o dinheiro com inteligência

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De nada adiantará conseguir guardar uma boa quantia por mês se ela continuar parada “debaixo do colchão”. Lembre-se, a aposentadoria é um investimento, e por isso você deve aplicar o dinheiro para transformá-lo em alguma alternativa, para que ele tenha rendimentos e consiga gerar frutos que serão a sua renda no futuro.

Mas quais aplicações são as mais rentáveis para se aposentar? Como escolher o melhor investimento?

A aposentadoria é um objetivo a longo prazo – logo, é tolerável alguma exposição ao risco. Porém, se você não tem muito conhecimento em mercado financeiro ou não possui experiência em administrar seu dinheiro, o mais recomendado é recorrer a planos de previdência ou consultorias especializadas em gestão de investimentos. O importante é sempre aplicar sua poupança em ativos que rendam mais do que a inflação, para que seu dinheiro não perca o poder de compra.

Planos de previdência

Nos planos de previdência, o investidor contribui mensalmente para um fundo administrado pela instituição financeira ou por uma seguradora. O valor das contribuições mensais é definido em conjunto com o investidor, a seu critério, o que faz com que o investimento se adeque às suas necessidades. Além disso, existe o pagamento de uma taxa anual, e há uma carência mínima para o tempo de aplicação.

No Brasil, existe a Previdência Social, controlada pelo governo federal e cujos benefícios são pagos pelo INSS, e a Previdência Privada, a qual subdivide-se em dois formatos:

Previdência aberta: São planos comercializados por bancos e seguradoras, como os famosos PGBL e VGBL. Qualquer pessoa pode adquirir;

Previdência fechada: São planos oferecidos por uma empresa ou por uma entidade pública exclusivamente aos seus funcionários. São os chamados fundos de pensão. É comum que a organização complemente o pagamento da contribuição do funcionário.

Vale a pena optar por planos de previdência?

Cada plano deve ser analisado caso a caso. Mas em geral, planos de previdência privada fechada tendem a ser uma boa opção do ponto de vista do funcionário, uma vez que a empresa complementa o pagamento feito pelo profissional. Esse benefício é muito utilizado pelos recursos humanos das empresas para reter o funcionário, pois muitos planos fechados só permitem resgates no período pré-determinado.

Já a situação das previdências privadas abertas não é tão vantajosa assim. Simulando uma aplicação em planos de previdência convencionais nas modalidades PGBL e VGBL, percebe-se que essa alternativa não tem resultados muito bons em relação a outros tipos de investimento. A comparação com o Tesouro Direto, por exemplo, mostra claramente que a aplicação direta em títulos públicos, por possuir menos taxas direcionadas a intermediários, gera uma rentabilidade muito superior às demais opções no longo prazo.

Investir para conseguir uma aposentadoria tranquila está ao alcance de várias pessoas. Basta ter um pouco de disciplina, planejamento e acesso a boas informações. Aproveite para verificar quais são suas capacidades de economia neste momento para se planejar e adequar seu orçamento aos objetivos financeiros que você tem.

Se você quer garantir agora um futuro mais tranquilo, é preciso começar já a realizar investimentos com regularidade. Garanta uma aposentaria livre de problemas e que proporcione segurança e conforto para sua família!

Esperamos que você tenha entendido melhor como planejar a aposentadoria. Se ficou curioso para conhecer mais sobre finanças pessoais, não pare por aqui: confira a diferença entre tributos, impostos, taxas e outros conceitos!

Qual o melhor tipo de empresa?

José Carlos R. Júnior é jornalista, redator e revisor de textos. Trazendo uma experiência de mais de 10 anos gerenciando editorias em diversas mídias online e impressas, é hoje o responsável pela gestão de conteúdos e de comunicação da Conube.

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