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Como definir o valor do pró-labore e manter o controle financeiro do meu negócio?

José Carlos R. JúniorJosé Carlos R. Júnior

Ao iniciar um negócio próprio, é normal que o empreendedor tenha dúvidas quanto às diversas questões burocráticas que envolvem a abertura de uma empresa e à atração e administração dos seus clientes. Aprender como definir o valor do pró-labore, a remuneração dos sócios, também é muito importante para a manutenção dos negócios. Mas nem sempre o assunto é tratado com a devida importância pelos novos empresários.

Principalmente no começo, é comum que os empreendedores não se sintam na obrigação de receber um salário. Isso acontece pois ele entendem que o momento é de investir no negócio. Mas esse é um erro que poderá comprometer a manutenção das suas contas. A definição do pró-labore faz parte de uma boa gestão financeira.

Levando em consideração a importância do assunto, neste post você vai ter dicas sobre como definir o salário dos sócios e manter o controle financeiro do seu empreendimento. Acompanhe:

A importância de saber como definir o valor do pró-labore

Alguns empreendedores sequer conhecem a definição do pró-labore, que é um termo em latim que significa algo como “pelo trabalho”.

Com isso, sempre que necessitam de recursos para a resolução de problemas pessoais, acabam recorrendo ao caixa da empresa sem nenhum planejamento prévio — o que pode ser fatal para o negócio se o hábito permanecer por muito tempo.

Como sócio, você tem um papel na empresa e deve ser remunerado por isso, afinal, há um custo pelo trabalho desempenhado. Sem saber o quanto vale a sua hora de trabalho, será impossível definir os custos dos seus serviços e cobrar corretamente por isso.

Além do mais, o recebimento de um salário fixo não significa que você não terá participação nos lucros da empresa, pois são 2 tipos de remunerações totalmente diferentes.

Obviamente, se a empresa contar com mais de um sócio e algum deles não cumprir nenhuma função, ele não deve receber o pró-labore, mas apenas a parte que lhe cabe referente aos lucros do negócio.

Por isso, é fundamental entender a diferença entre os termos para não atrapalhar o planejamento da gestão financeira. Outra orientação crucial é a de nunca misturar contas pessoais com as da empresa.

A determinação do salário dos sócios

Definir o valor do pró-labore não é tão difícil quanto parece. Basta seguir algumas regras básicas para você chegar a um valor justo e de acordo com o que é pago pela média do mercado.

Comece fazendo uma checklist com todas as funções desempenhadas pelo sócio da empresa. Mesmo que sejam muitas obrigações, é preciso listar todas elas para se chegar a um cargo específico e partir para o 2º passo.

Com a função determinada, será preciso fazer uma pesquisa de mercado para se descobrir a média salarial paga por esse cargo específico. Vale a pena consultar empresas especializadas em recrutamento profissional e jornais e sites que também disponibilizam vagas de emprego.

Não se esqueça, também, de incluir todos os gastos referentes aos impostos pagos com a contratação de um profissional, tais como INSS. Além de todas essas dicas, vale também o bom senso do empreendedor, já que o pró-labore deve ser justo e de acordo com a realidade do negócio.

As soluções financeiras para o crescimento da empresa

Mantendo o controle financeiro do seu negócio, chegará um momento em que você começará a pensar em temas como a consolidação e a expansão da empresa — metas que dificilmente serão atingidas sem uma gestão financeira e um projeto de expansão bem definidos.

Nessa fase, entra em cena a possibilidade do uso de soluções financeiras como empréstimos ou financiamentos bancários — que são alternativas totalmente diferentes uma da outra e que devem ser usadas de acordo com objetivos específicos.

Para um empreendedor com visão mais conservadora, essas 2 palavras podem até não soar muito bem, mas, no mundo dos negócios, é preciso saber identificar o momento certo para se arriscar.

Há diversos caminhos que você poderá seguir com o intuito de promover a expansão do seu negócio, como:

Ou seja, não faltam possibilidades para você planejar o crescimento do seu empreendimento.

As diferenças entre financiamento e empréstimo

Financiamento e empréstimo são créditos financeiros totalmente diferentes entre si, e cada um deles é indicado para situações específicas.

De maneira geral, um financiamento costuma envolver a aquisição de um bem ou deverá ser utilizado para uma finalidade específica autorizada pelo banco credor. Justamente por conta desses detalhes, a sua obtenção costuma ser mais burocrática.

Por outro lado, existe o empréstimo — que, assim como a solução usada por pessoas físicas, é mais acessível e depende apenas de uma análise de crédito feita pelo banco.

Toda essa facilidade tem um custo, pois ao solicitar um empréstimo não será preciso justificar o uso do recurso, ao passo que os juros serão maiores quando comparados às taxas do financiamento.

A obtenção de recursos financeiros

Para manter as finanças empresariais saudáveis, é fundamental pensar estrategicamente. Também deve-se ter atenção em identificar quais são os melhores recursos financeiros para a sua empresa.

Ao optar por um empréstimo, tenha em mente que ele é mais indicado para corrigir problemas pontuais e inesperados, como:

Já o financiamento é a opção mais acertada para um investimento planejamento, que certamente contribuirá para o crescimento da empresa. Ele poderá ser útil em casos como:

Seja qual for a opção escolhida, lembre-se sempre de que todas as alternativas de crédito devem ser muito bem analisadas. E a realidade da empresa deve sempre ser levada em consideração. Por mais que seja importante se arriscar visando o crescimento do negócio, existem condições e cenários que precisam ser analisados.

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Ainda tem dúvidas ou sugestões sobre como definir o valor do pró-labore? Deixe um comentário e fale conosco!




José Carlos R. Júnior é jornalista, redator e revisor de textos. Trazendo uma experiência de mais de 10 anos gerenciando editorias em diversas mídias online e impressas, é hoje o responsável pela gestão de conteúdos e de comunicação da Conube.