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A importância do capital de giro para projetos de expansão do modelo jurídico

Por Jorge Vargas, da Biva *

José Carlos R. JúniorJosé Carlos R. Júnior

Expandir uma empresa é sinônimo de trabalho duro. Além de planejar, é preciso ter disciplina e organização na hora de ampliar os negócios. Nesse momento arriscado na vida do empreendedor, é fundamental se atentar à importância do capital de giro.

Para garantir uma gestão estrategicamente planejada, com o suporte necessário para o funcionamento saudável da sua empresa, é preciso entender o que é e como funciona o capital de giro. O bom uso desse recurso atrelado à organização constante das finanças é fundamental para a expansão do modelo jurídico de um empreendimento.

Empresas com uma boa gestão do capital de giro operam com mais segurança, aproveitam boas oportunidades de mercado e tomam decisões com mais rapidez, e de maneira estratégica. Quer aprender como calcular, gerir e aplicar o seu capital de giro da melhor forma? Para ajudar os futuros e novos empreendedores, preparamos este artigo com algumas dicas valiosas para o melhor uso possível desse recurso. Confira!

O que é o capital de giro?

Ele consiste em uma reserva de recursos financeiros que asseguram os gastos operacionais da empresa.

Os gastos cobertos pelo capital de giro são: recursos necessários para manter o estoque, compra de matéria-prima, pagamento de impostos, salário de funcionários, pagamento de fornecedores, contas básicas e também algum imprevisto financeiro que possa ocorrer.

Resumindo, ele é o dinheiro que movimenta o dia-a-dia de um negócio e garante seu funcionamento básico.

Por que ele é importante para sua empresa?

Além de sua sobrevivência, uma empresa precisa se posicionar estrategicamente no mercado. Para ser competitiva e se destacar, é preciso ter dinheiro em caixa! Por isso, garantir uma reserva financeira facilita que isso aconteça.

Em empresas com pouco tempo de vida, que ainda não lucram constantemente, o capital de giro garante seu funcionamento básico. Entretanto, é um erro comum pensar que ele é importante apenas na fase inicial do empreendimento, e pode ser ignorado quando a empresa começa a lucrar. Manter a gestão do capital de giro é um requisito básico para qualquer empresa. Se seu plano é expandir os negócios, fique ainda mais atento à aplicação dele!

Imprevistos acontecem

Capital de Giro

A frase é clichê, mas quando se trata do capital de giro, estar resguardado é a palavra de ordem. Mesmo com lucros constantes e um bom fluxo de caixa, outros fatores podem levar uma empresa à falência, por exemplo, uma emergência financeira ou mudanças bruscas na economia.

Além da segurança financeira, uma empresa que mantém o controle das finanças poderá manter o caixa positivo e aplicar o capital de giro em outras estratégias.

Com um bom planejamento, a empresa pode usá-lo em investimentos que ajudem o negócio a se destacar e aumentem sua competitividade no mercado. A organização também ajuda o empreendedor a tomar decisões importantes mais rapidamente, evitando perder boas oportunidades.

Como calcular o valor destinado a ele?

Antes de calcular o capital de giro líquido (CGL), é preciso ter em mãos algumas informações sobre as contas da empresa. Lembre-se: manter um fluxo de caixa organizado ajuda muito na hora de recolher os dados necessários!

Para saber quanto destinar ao capital de giro da sua empresa, há uma fórmula básica que pode ser usada para qualquer negócio:

CGL = AC – PC

AC: ativo circulante (dinheiro em caixa, contas bancárias, aplicações financeiras, contas a receber etc.).

PC: passivo circulante (empréstimos, pagamento de fornecedores, contas a pagar etc.).

Entenda o cálculo

As contas a receber integram o cálculo do capital de giro porque são o resultado de vendas a prazo, ou seja, o pagamento que virá depois. Quanto maior é o prazo disponibilizado ao consumidor, mais recursos é preciso ter para arcar com as contas a pagar, enquanto esse dinheiro não entra em caixa.

Outro ponto importante é o valor retido em estoque. As vendas estão diretamente ligadas a mudanças de mercado e necessidades do seu consumidor, por isso, esteja ciente dos recursos disponíveis para investir no estoque de mercadorias.

Entretanto, além de saber aplicar a fórmula, é preciso manter a organização e a atualização do financeiro para facilitar o acesso dos gestores. Para os novos empreendedores, vale a pena investir em uma contabilidade simplificada para a empresa. Assim, você aproveita a tecnologia para evitar burocracias na hora de fazer as contas!

O monitoramento desses dados permite que a empresa mantenha uma saúde financeira positiva. Além disso, ajuda a encontrar cenários ideais para investir ou aproveitar boas oportunidades de expansão. Por isso, o processo de documentação das informações nunca deve ser deixado de lado. Todo bom planejamento começa pela organização.

Quais são os riscos do mau controle do capital de giro?

Um erro comum de gestão é recorrer ao capital de giro para cobrir gastos e não repor a quantia logo que um pagamento entra no caixa. Fazendo isso de forma correta, sua empresa não se prejudica com imprevistos.

Além do exemplo citado, a junção de outras práticas ruins na hora de controlar o capital de giro pode causar danos irreversíveis a um negócio ou levá-lo à falência. Outros riscos que um negócio corre com o mau controle do capital de giro são:

Por isso, para garantir a saúde financeira da sua empresa e evitar o engessamento do crescimento, o capital de giro é uma ferramenta fundamental e fator crítico para o sucesso dos negócios. Uma empresa sem esse recurso fica estagnada, ou seja, impedida de crescer e amadurecer.

A verba destinada ao capital de giro é apenas uma parte da equação. Ela só funcionará quando alinhada ao bom planejamento e à organização constante das finanças.

E então, restou alguma dúvida sobre esse assunto? Compartilhe com a gente nos comentários!

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* Este post foi escrito por Jorge Vargas, da Biva. É a primeira plataforma de empréstimo coletivo no Brasil (ou empréstimo entre pessoas, peer-to-peer lending). Pequenos e médios empreendedores podem pedir empréstimos pela plataforma e, se aprovados, seus pedidos são veiculados na plataforma (marketplace), que os conecta com investidores que podem investir em portfólios contendo cerca de 15 empresas. O retorno dos investidores é dado mês a mês através dos pagamentos das parcelas dos empréstimos e chega a 25% a.a. ou 170% do CDI.




José Carlos R. Júnior é jornalista, redator e revisor de textos. Trazendo uma experiência de mais de 10 anos gerenciando editorias em diversas mídias online e impressas, é hoje o responsável pela gestão de conteúdos e de comunicação da Conube.