Imaginar o futuro do mercado de trabalho sem perder de vista o dinamismo que a tecnologia trouxe à vida moderna é sempre uma missão muito difícil. Basta pensar naquelas profissões que existiam durante a juventude de nossos pais e que já não existem mais. Um bom exemplo é a de telefonista.

Uma análise nesse sentido deve vir acompanhada do reconhecimento de padrões dentro do atual contexto do mercado. Assim, é importante olhar para atividades que têm ganhado protagonismo e que podem despontar como profissões de destaque no futuro.

Também é necessário demonstrar quais habilidades e competências o mercado enxerga e continuará enxergando como fundamentais para um profissional bem-sucedido.

Quer saber mais sobre o futuro do mercado de trabalho? Não deixe de acompanhar este post até o final!

Os limites da educação formal para o futuro do mercado de trabalho

Atualmente, o mercado de trabalho exige várias habilidades pouco trabalhadas pelo atual sistema de educação, sobretudo no ensino superior. Se não houver um ‘fato novo’ que transforme os parâmetros da educação tal qual é hoje, a tendência é que as pessoas devam continuar a buscar formas complementares de ocupar algumas lacunas deixadas pelos currículos de nossas escolas e universidades.

Nesse contexto, podemos listar alguns pontos de dificuldade para os profissionais de hoje e que serão questões-chave para o futuro.

Autogestão do conhecimento

O mundo de possibilidades que a internet nos reserva trará muitas mudanças à forma como nos capacitamos. Questões ligadas ao mundo do trabalho não fugirão à regra. Mais do que treinamentos e cursos de atualização, será cobrada das pessoas uma capacidade de autogestão do conhecimento.

Isso significa aprender novos conteúdos de forma autônoma. São conhecimentos que vão desde um novo idioma, passando pela operação de uma máquina em uma linha de produção até a melhor maneira de liderar uma equipe.

Visão sistêmica

Assim como já acontece hoje, no mercado de trabalho dos próximos anos haverá cada vez menos espaço para os profissionais que estejam exclusivamente comprometidos com seu próprio objeto de trabalho. Ou seja, profissionais que nem sequer sabem o que se passa na etapa seguinte à entrega de sua tarefa.

Nesse sentido, podemos falar de um consenso dentro do mundo corporativo quanto à capacidade de visão sistêmica que um profissional deve ter em diferentes áreas. Isso está ligado à coesão de um time e à condição que um colaborador deve ter de dimensionar o quanto o seu desempenho impacta em outros fluxos de trabalho.

Adaptação a novos contextos

A capacidade de adaptação a diferentes contextos é outro ponto fundamental. Sabendo como determinados mercados são competitivos, muitas empresas tendem cada vez mais a trabalhar com diferentes estratégias de atuação.

Isso significa que, em pequenos intervalos de tempo, a forma como um produto é produzido, o plano de negócios de uma empresa e sua estratégia de marketing poderão sofrer mudanças substanciais. Isso requer dos colaboradores uma capacidade incrível de adaptação e leitura de cenário.

Seu futuro emprego será em casa

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Uma aposta razoável para o mercado de trabalho do futuro é o aprofundamento de algumas tendências já percebidas atualmente. Uma delas, sem dúvidas, é o trabalho de forma remota. O esquema home office, por exemplo, já é algo consagrado para várias carreiras e deve se firmar como regime de trabalho para um número ainda maior de pessoas em um futuro próximo.

Além disso, a possibilidade de reunir equipes de trabalho cujos componentes estejam em partes diferentes do mundo também já é um recurso bastante difundido e deve se firmar para as próximas décadas. Não estamos tratando aqui da realização de reuniões por meio de simples videoconferências; a questão vai além disso.

O trabalho remoto permite e permitirá cada vez mais o recrutamento de profissionais com formações muito específicas para trabalhar em projetos que estejam sendo desenvolvidos em um país diferente de onde o trabalhador esteja. Dessa maneira, as empresas terão a oportunidade de formar equipes multidisciplinares com um nível de especificidade formidável em relação ao objetivo do projeto.

Conheça algumas apostas de profissões para o futuro

Falar de profissões para futuro é sempre um exercício de imaginação. Muitas previsões para várias décadas passadas não se confirmaram e foram fonte de constrangimento para quem as formulou.

No entanto, observando o comportamento do mercado de trabalho, ainda é muito válido fazer alguns apontamentos. Listamos aqui algumas profissões que vêm tendo algum destaque e podem figurar como “profissões do futuro”.

Cientista de dados

O grande volume de informações que deixamos pela internet, como hábitos de consumo, posição ideológica e dados pessoais, forma grandes pacotes de dados que têm sido constantemente analisados para vários fins.

Essas “pegadas digitais” servem, por exemplo, para empresas sugestionarem produtos e serviços de acordo com as nossas preferências, em anúncios personalizados que chegam até nós por diferentes meios. Servem, também, para serviços de georeferenciamento que se valem dos dados de localização gerados pelos smartphones.

A análise desses grandes volumes de dado (big data) demanda a atuação de profissionais que tenham grande domínio de técnicas estatísticas e de softwares específicos para esse tipo de trabalho. Os profissionais hoje habilitados para atuar nesse mercado praticamente não têm encontrado concorrência e vislumbram ótima possibilidades para o futuro.

Administrador público/gestor público

A profissionalização da gestão pública é algo que tem ganhado notoriedade já há alguns anos. Com o objetivo de profissionalizar o capital humano do setor público no Brasil, governos de todos os níveis (municípios, estados e União) têm destinado um número cada vez maior de vagas em concursos públicos a profissionais graduados em administração pública, gestão pública e demais cursos que fazem parte do chamado campo de públicas.

O entendimento geral da classe política é que sem uma administração composta por profissionais cuja formação seja específica para tratar de problemas do setor público será muito difícil entregar melhores resultados à população.

É importante frisar que não se trata de pura benevolência por parte dos políticos. Tendo em vista o atual quadro de crise de representação, insistir em uma gestão ineficiente da máquina pública, que pouco ou nada faz pelo cidadão, pode inviabilizar muitos dos nossos atuais representantes em futuras eleições.

Engenheiro ambiental

A engenharia ambiental tem crescido em importância ao longo da última década. Isso se deve ao significado que a questão do cuidado com o meio ambiente adquiriu no mundo inteiro. Podemos dizer que não se pode mais abrir mão de cuidar dos recursos naturais que ainda dispomos. As legislações ambientais de muitos países refletem tal condição.

Dessa maneira, diversos setores como construção civil, mineração, agricultura e pecuária empregam e tendem a empregar ainda mais engenheiros ambientais.

O futuro do mercado de trabalho pode ser projetado a partir de alguns padrões encontrados no mercado de hoje. Nesse sentido, o desenvolvimento da tecnologia é algo central para entender essas mudanças.

Dessa maneira, podemos dizer que o profissional que pretende estar em consonância com as profissões do futuro não pode perder de vista o impacto que a tecnologia trará para as relações de trabalho. Também é importante perceber quais competências se espera de alguém que queira ocupar posições de destaque. Isso não só agora, mas também nos próximos anos.

Quanto custa abrir uma empresa?